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.às três da manhã

“Eu não me importo!” – gritava o rapaz enquanto pegava seu casaco e suas chaves – “Quer saber? Eu estou feliz por deixar você ir!”. A briga entre o casal já acontecia desde cedo, e às 23 horas aconteceu o golpe final. Ambos gritavam, não escutavam o que diziam, só se preocupavam em gritar e falar coisas sem pensar.

Ele saiu apressado e entrou no carro, enquanto a garota fechava a porta violentamente e, chorando, apoiou-se à porta e foi escorregando até sentar-se no chão.

Ao pegar no volante, seu desejo não era ir pra casa, ele estava desorientado. Estava dirigindo por ruas que desconhecia, mas não ligava. “Eu nem ao menos penso nela”, ele pensa. “Eu estou ótimo estando sozinho”.

Depois de duas horas e meia dirigindo sem rumo, ele começa a se acalmar e a pensar melhor. “O que foi que eu fiz?”

“O QUE FOI QUE EU FIZ?”

Ele dá a volta e recomeça seu caminho até a casa de sua namorada, porém sem saber o que fazer. O que ele diria? O que ele faria? Palavras não fariam diferença, principalmente quando elas não significam merda alguma.

Ele chega a casa e pensa em entrar. Mas lembra-se que naquele momento ridículo ele as devolveu. Ele sai do carro, pega o celular e fica embaixo de uma janela, e disca os números de sua garota. Após várias tentativas, ela atende, alterada. – “O QUE É?” – ela grita, de forma chorosa. Ele não sabe o que responder. Está dividido entre a culpa de ter dito coisas horríveis e a dor de ter sido dispensado. Ela havia pedido um tempo. – “Eu... Eu não me importo com as coisas que você faz!” – ele começa a falar, sem saber direito o que fazer ainda. – “Eu vou ficar com você e é assim que a noite vai acabar! Eu e você, juntos!” – Ele escuta, então, a garota rir ironicamente. “O quanto vai demorar para você perceber que nós somos mais do que aparentamos ser?” – ele não escuta nada de volta, porém decide continuar. – “Você, ahm, você, onde você está?” – mais silêncio. Quando ele pensa em começar a falar de novo, ela responde – “Eu estou dirigindo, seu desgraçado!” – Ele nunca havia escutado a garota dizer uma palavra tão pesada. “Olha, são três da manhã... Eu só quero que tudo volte a ser como antes! Volta pra casa, seu carro não v...” – Quando ele é interrompido pela voz raivosa da garota, e o deixa assustado com suas palavras. – Sabe, eu quero que você morra! EU QUERO QUE VOCÊ MORRA! – As palavras da garota foram como um punhal em seu peito, uma martelada em suas pernas e um tiro na cabeça para ele. Ele não sabia o que dizer ou fazer, mas ele não tinha um pressentimento bom. Todos sabem que não devemos dirigir estando alterados, e sejamos sinceros: o carro dela era péssimo. Ele temia pela vida da amada, apesar de suas duras palavras. Ele se sentou à frente da porta e ficou por lá durante a madrugada toda.

Na manhã seguinte, sua namorada ainda não havia chegado. Ele utilizou seu último recurso: a mãe da garota. Ficou surpreso ao ouvir a voz da mãe da garota, que estava aos prantos e completamente desorientada. – “O carro! O carro, um acidente, ela...” – então ele desligou o telefone. Não precisava ouvir mais nada. Ele já sabia. Ela se foi.

(conto baseado na música 3 AM, da banda britânica Busted. É meu primeiro conto, está péssimo, assim como meus primeiros posts. Eu costumava escrever fanfics, mas já faz muito tempo que não escrevo, e não sou lá grandes coisas, pelo que se pode perceber. – mas estou tentando melhorar. É difícil ser a única garota na companhia de dois garotos que escrevem magnificamente, tá? Obrigada, Jay.)

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