Sempre desconfie das pessoas que riem demais. Isso pode ser apenas uma máscara.
Capaz de dizer as coisas mais idiotas que você já ouviu. A menina também era desastrada e destrambelhada como ninguém. Talvez tenha piorado, mas quem se importa? Ninguém se importa com o que se passa em sua cabeça e ela não deixaria transparecer.
Com o tempo a menina começa a se afastar dos amigos, seu interesse pela escola começa a despencar cada vez mais e ela diz coisas que a fazem parecer assustadora. Na verdade, ela estava assustadora. Olheiras cada vez mais escuras e aparentes, pele pálida, lábios sem vida e olhos vazios. Ela não entende o que se passa com ela, não sabe por que se zanga com um simples “oi”, não consegue se levantar da cama e seus interesses somem.
Ela esconde seus sentimentos, seus pensamentos, tudo parece... Doloroso demais.
Ela não sabe como e porque ficou daquele jeito, e tudo que ela quer é ser feliz.
Ela não quer parecer feliz. Ela quer ser.
Apesar de tudo, ainda pensam que ela ainda é a antiga menina. Ela tem medo e, ao mesmo tempo, se pergunta como não percebem. Algum dia ela seria desmascarada? Ninguém percebe, ninguém vê a tristeza em seus olhos?
“A felicidade é uma vocação”, disse um filósofo e também um poema de Carlos Drummond de Andrade.




Um dia eu ainda terei um texto que seu título tenha a ver com o texto, e também textos que falem sobre outra coisa.
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